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Quatro anos do fundo Giant Zarathustra

1 de abril de 2016·Mauro Shinzato
“We shall not cease from exploration, and the end of all our exploring will be to arrive where we started and know the place for the first time.” (T. S. Eliot)

“We shall not cease from exploration, and the end of all our exploring will be to arrive where we started and know the place for the first time.” (T. S. Eliot)

O desempenho do fundo Giant Zarathustra em seu 4º ano de operações

No dia 4 de março o Fundo Giant Zarathustra completou quatro anos de existência. Nesses quatro anos o fundo atingiu 121,5% de retorno líquido, ou 254,9% do CDI no período. com um índice sharpe de 0,87, índice sortino de 1,42 e Ômega de 1.02 (tabela 1). Vale observar que esses índices batem os de outros mercados como dólar, bolsa e renda-fixa e ficam bem acima dos índices de fundos multimercados como IHFA e IFMM-A.

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As quatro características do fundo Giant Zarathustra

Destacamos algumas características observadas ao longo desse período de quatro anos:

a) Consistência de retornos: o retorno acumulado de 252 dias úteis ficou acima do CDI durante 96% do período e acima de 200% do CDI durante 50% do período. Quando testamos nossos modelos, um dos critérios avaliados é o índice sharpe. Um sharpe alto geralmente se traduz em retornos elevados mas não necessariamente consistentes no tempo (um modelo pode apresentar longos períodos de baixo retorno intercalados a curtos períodos de alto retorno, resultando em alto sharpe e baixa consistência) Através da diversificação de modelos buscamos uma carteira que seja, simultanemante, rentável e consistente.

b) Volatilidade: partimos do princípio – óbvio mas às vezes esquecido – de que o mandato do gestor de fundo multimercado é gerar retornos excedentes positivos. Por definição, isso só é possível tomando-se posições em ativos de risco. Volatilidade não é, evidentemente, um objetivo em si mesmo mas é uma medida de exposição a risco. Um fundo com baixa volatilidade pode estar sub-exposto (caso em que o gesor não está fazendo seu papel), ou exposto a riscos que se manifestem infrequentemente, como crédito. A meta do Zarathustra FI é uma volatilidade anualizada de 15% operando ativos líquidos. Nesses quatro anos a volatilidade foi de 13,4%, sendo que a volatilidade de 252 dias ficou entre 13% e 17% durante 75% do período.

c) Baixa correlação dos retornos com benchmarks: As correlações dão uma medida do quanto do resultado pode ser, de fato, atribuído à gestão – versus meramente a flutuações aleatórias de mercado. A correlação entre os retornos do fundo e benchmarks foi relativamente baixa:

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A maior correlação (em módulo) foi com o IRFM, índice de títulos de renda-fixa. Essa correlação provavelmente esteja sobre-estimada simplesmente porque foi calculada num período em que a cota do Zarathustra se valorizou consistentemente e os títulos de renda-fixa, em geral, sofreram fortes quedas (sem que um movimento tivesse relação causal com a outro).

Outra forma de medir a eficácia da gestão é analisando-se os coeficientes de regressão dos retornos excedentes contra os benchmarks. Os coeficiente são os chamados ‘beta’ e representam a parcela do resultado explicada pelo respectivo benchmark. O que sobra, o intercepto da regressão chamado alpha, representa o quanto do retorno excedente se deve, efetivamente, à gestão. Para o período de quatro anos do Giant Zarathustra FIM, utilizando Ibovespa, dólar e IMA-B como benchmarks se obtém a alpha anualizado de 11.6% (tabela 3). Ou seja, quase todo retorno excedente pode ser explicado pela gestão. A mesma regressão para o IHFA, IFMM e IFMM-A, índices de fundos multi-mercado, obtém-se alphas anualizados baixos e negativos, o que sugere que a gestão tenha sido, em média, prejudicial ao desempenho dos fundos.

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Sobre o autor
Mauro Shinzato
Mauro Shinzato
CEO

+10 anos escalando negócios de tech e mercado financeiro. Responsável pela estratégia corporativa, representação institucional e novos negócios. Formado em Administração de Empresas na FGV

Este material foi elaborado pelo grupo Giant Steps e possui caráter meramente informativo. Em casos de eventuais divergências entre as informações aqui contidas e as disponibilizadas através do extrato mensal, emitido pelo administrador do fundo, deverão prevalecer as informações do referido extrato mensal. Recomenda-se a leitura atenta e cautelosa do regulamento deste fundo, em caráter antecedente a uma eventual tomada de decisão de investimento. Nenhuma informação contida neste material constitui uma solicitação, oferta ou recomendação para compra ou venda de cotas de fundos de investimento, ou de quaisquer outros valores mobiliários. A rentabilidade obtida no passado não configura, em hipótese alguma, garantia de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. Para a avaliação do desempenho do fundo de investimento, é recomendável uma análise de, no mínimo, 12 (doze meses). Fundos de Investimento não contam com garantias do (a) administrador do fundo; (b) Grupo Giant Steps; (c) Fundo Garantidor de Crédito – FGC; nem por qualquer mecanismo de seguro. As comparações a certos índices de mercado foram incluídas para referência apenas e não representam garantia de retorno pelo Grupo Giant Steps. Este fundo se utiliza de estratégias que podem resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas, podendo, inclusive, acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação dos cotistas em aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo. Este material não pode ser copiado, reproduzido ou distribuído sem a prévia e expressa anuência do Grupo Giant Steps. Supervisão e Fiscalização: Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – Serviço de Atendimento ao Cidadão: www.cvm.gov.br. Contato Institucional Grupo Giant Steps: contato@gscap.com.br | +55 11 2533 2820.
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