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Diversificação de carteira com o fundo Zarathustra

2 de janeiro de 2017·Mauro Shinzato

Diversificação de carteira

O conceito de diversificação é um dos pilares fundamentais da Moderna Teoria de Portfólios. Em trabalho seminal de 1952, Harry Markowitz demonstrou que, sob certas condições, é possível reduzir o risco de um portfólio (entendido como a variância dos retornos financeiros) através da diversificação de ativos, sem prejuízo de retorno. Esta redução ocorre porque uma parte do risco de ativos é idiossincrática, isto é, descorrelacionada das flutuações do mercado. Num portfólio os componentes idiossincráticos tendem a se cancelar mutuamente, reduzindo o risco global do portfólio e melhorando a relação risco-retorno (ver: Construção de Carteira Ótima).

Não é simples a tarefa de identificar ativos que melhorem o retorno ajustado a risco e que tenham baixa correlação entre si. A busca por diversificação motiva alguns gestores de patrimônio e investidores institucionais a incluir classes de ativos chamados “alternativos” em suas carteiras. Esses ativos, que incluem alguns tipos de hedge funds, fundos de private equity, ativos imobiliários e certos commodities, tendem, pela sua natureza pouco convencional, a apresentar baixa correlação com os benchmarks de mercado.

Utilizando o Giant Zarathustra para diversificar a carteira

Aqui, realizamos um experimento em que se combina uma carteira de fundos multimercado, representada pelo Índice de Hedge Funds ANBIMA (IHFA), com o Fundo Zarathustra como estratégia alternativa de baixa correlação com o mercado. Procuramos ilustrar, dessa forma, o benefício da diversificação. Em particular, apresentamos evidências de que a combinação Fundo Zarathustra com a carteira de fundos suaviza choques de mercado e produz melhora significativa na distribuição de riscos do portfólio, reduzindo perdas extremas.A correlação entre o IHFA e o Fundo Zarathustra é, historicamente, muito baixa tendo sido de -0.01 em 2016. Na tabela 1, apresentamos os indicadores de desempenho dos dois ativos individualmente e um portfólio teórico combinando 25% do fundo Zarathustra com 75% do IHFA.

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Observa-se da tabela que a combinação dos dois ativos produz um índice de Sharpe mais elevado do que o de cada ativo individual (ver: Índice Sharpe vs Sortino), demostrando ser possível obter uma melhor relação de retorno ajustado a volatilidade. De forma consistente, observamos benefícios similares da carteira teórica nos dois períodos de análise, o ano de 2016 e o período de vida do Fundo Zarathustra (2012-16). Observa-se também que em 2016 a carteira combinada gera retorno maior e volatilidade menor do que o IHFA.Adicionalmente, se percebe uma redução do risco de perdas extremas, medido pelo menor drawdown (MaxDD) e maior índice de Sortino da carteira combinada. Esse efeito fica particularmente evidente quando se observa o choque produzido pelas eleições americanas sobre a carteira de fundos multimercado, que sofreu perda significativa no mês de novembro. Na mesma janela o Fundo Zarathustra, que tende gerar retornos positivos em situações de estresse de mercado, teve forte ganho – uma correlação quase perfeitamente negativa que gera máxima diversificação no portfólio. Na Figura 1, vemos que a carteira diversificada suavizou grande parte do choque sofrido pela carteira de fundos multimercado nesse período.

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Deste exercício simples se conclui que o Fundo Zarathustra possui excelentes características de diversificação de portfólio, bem como uma distribuição de retornos que tende a atenuar choques de mercado e adicionar valor no longo prazo para carteira do investidor. Esta característica o torna, além de fonte de diversificação e alpha, um hedge interessante para qualquer carteira.

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Sobre o autor
Mauro Shinzato
Mauro Shinzato
CEO

+10 anos escalando negócios de tech e mercado financeiro. Responsável pela estratégia corporativa, representação institucional e novos negócios. Formado em Administração de Empresas na FGV

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