
Performance
Em setembro, o resultado do Zarathustra foi de 2,19% (179% CDI). Os principais ganhos vieram do book local de equities long short e do book direcional de juros offshore, com destaque para posições relativas na Europa e Canadá.
O principal detrator de performance foi o book direcional de juros locais, que iniciou o mês aplicado e sofreu com reversões na curva a termo, e o book direcional de commodities, com destaque para energéticas.
Contexto
Nos EUA, o Fed reduziu os juros em 25 bps, retomando o ciclo de flexibilização após um longo período de estabilidade. O movimento ocorreu em um ambiente de sinais mistos, com inflação ainda acima da meta, atividade econômica resiliente e desaceleração gradual do mercado de trabalho. A expectativa de continuidade dos cortes ao longo de 2025. O ajuste monetário repercutiu globalmente, favorecendo ativos de risco, impulsionando bolsas e pressionando a desvalorização do dólar. Na Zona do Euro, o BCE manteve a taxa básica em 2%, conforme esperado, diante de uma inflação mais estável e da persistência de incertezas geopolíticas.
Nesse contexto, os modelos direcionais de juros offshore contribuíram positivamente, com ganhos em posições relativas na Europa e no Canadá. Por outro lado, o book direcional de FX foi afetado pela reversão das posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas no início do mês. Já o book de commodities foi o principal detrator no offshore, impactado por reversões nos preços de energéticas ao longo do mês.
No Brasil, moderação dos indicadores de atividade e sinais de arrefecimento do mercado de trabalho, após uma sequência de leituras favoráveis nos meses anteriores. A inflação permaneceu controlada, beneficiada pela valorização do real, ainda que as expectativas de médio prazo sigam acima da meta. A comunicação do Bacen permaneceu cautelosa, o que reforçou a intenção de manter a Selic em terreno restritivo por mais tempo, diante da ausência de ociosidade relevante na economia e da persistente desancoragem das expectativas. Os modelos direcionais de juros locais foram os principais detratores de performance, impactados por reversões ao longo da curva a termo.
O book local de equities long-short foi o principal promotor de performance no mês, com destaque para as posições compradas nos setores Imobiliário, Consumo Discricionário e Utilities, favorecidas pela melhora na percepção de atividade setorial. Os shorts em Industrials e Consumo Básico também contribuíram, beneficiados pela correção de preços em segmentos mais cíclicos. Por outro lado, o book teve perdas em posições long em Financials e Tecnologia, reflexo da combinação de alta volatilidade nos juros locais e revisões negativas previstas para o setor financeiro.
O book de equities long-short US apresentou leve contribuição negativa no mês. Os ganhos concentraram-se em posições short em Industrials, Energia e Materials, que se beneficiaram do desempenho relativo inferior desses setores em meio à movimentação parcial para ativos de crescimento. Com o rali dos índices americanos após o corte de juros pelo Fed, as perdas com posições short em Tech e Real Estate neutralizaram os ganhos do book
Posicionamento
O fundo começa outubro tomado em juros locais e viés tomado no offshore, com destaque para Zona do Euro. No book de FX, viés comprado em dólar contra uma cesta de moedas. O fundo segue vendido em commodities energéticas e, no book de equities, neutro no offshore e posições long-short não direcionais na bolsa local.
Gráficos


