
Performance
Em setembro, o resultado do Zarathustra foi de 1,57%. Os principais ganhos vieram das posições long-short não direcionais em bolsa local, vendidas em dólar contra o real e aplicadas em juros offshore.
As principais detratoras de performance foram as posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas.
Contexto
Nos EUA, a inflação geral recuou para 2,5%, o menor patamar desde o início de 2021. A decisão do Fed de reduzir os juros em 50 bps refletiu a preocupação com a desaceleração econômica, mesmo com dados fortes de vendas no varejo e produção industrial em agosto. No cenário global, esse movimento estimulou um afrouxamento monetário coordenado, embora de forma mais moderada em outras economias.
O anúncio de novas medidas de estímulo monetário e fiscal pelo governo chinês no final de setembro, juntamente com o movimento de redução de juros pelo mundo, impulsionaram o desempenho dos ativos de risco globais, bem como a valorização das principais moedas frente ao dólar. Nesse contexto, as posições aplicadas em juros de países desenvolvidos e compradas em ações nos EUA contribuíram para o desempenho positivo do fundo no período. Em contrapartida, as posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas foram os principais detratores de performance em setembro.
No Brasil, o PIB do segundo trimestre cresceu 1,4% em relação ao trimestre anterior e 3,3% na comparação anual, impulsionado pela demanda interna, com destaque para o aquecimento do mercado de trabalho e o aumento dos gastos públicos. Além disso, o IPCA-15 de setembro registrou alta de 0,13%, abaixo do esperado, resultando em uma inflação acumulada de 4,12% em 12 meses, dentro da margem de tolerância da meta, mas ainda demandando atenção do Banco Central. Como previsto, a entidade retomou o ciclo de alta da Selic em setembro, com aumento de 25 bps, justificando a necessidade de uma política monetária mais restritiva frente à persistência inflacionária. Adicionalmente, a política fiscal expansionista do governo tem pressionado a inflação local e comprometido a credibilidade das metas fiscais. No período, a abertura da curva de juros e a valorização do real frente ao dólar beneficiaram as posições tomadas em juros e vendidas em dólar contra o real, respectivamente.
As estratégias long-short não direcionais em bolsa local (Foundation) foram as principais fontes de retorno no mês, com destaque para as posições vendidas nos setores de petróleo, gás e energia. Por outro lado, as posições compradas no setor de consumo e as vendidas no setor de metais foram detratoras de performance.
Posicionamento
Em outubro, o fundo segue tomado em juros locais e aplicado no offshore, porém com baixo risco alocado no book. O fundo segue com viés comprado em dólar contra uma cesta de moedas, com exceção da rúpia indiana, dólar canadense e zloty polonês. Na bolsa local e offshore, o fundo segue com posições long-short não direcionais. No book de commodities, destaque para as posições compradas em petróleo e gás natural.
Gráficos de setembro


