
Performance
Em setembro, o resultado do Zarathustra foi de 1,32% (129% do CDI). Os principais ganhos vieram do book de commodities e das posições tomadas em juros de países desenvolvidos. Posições estratégicas em rates de CEEMEA também foram promotoras de performance, com destaque para as posições aplicadas em juros na Polônia.
As principais detratoras de performance foram as posições vendidas em dólar contra real, compradas em bolsa local e ao redor do globo, com destaque para Alemanha, e das posições tomadas em juros locais, especificamente no fim do mês.
Contexto
No Brasil, após a surpreendente divulgação do crescimento de 0,9% do PIB em relação ao trimestre anterior, o Boletim Focus revisou novamente sua projeção para o crescimento econômico deste ano. Além disso, dados de inflação e um IGP-M ainda negativo sinalizaram possível aumento no ritmo de afrouxamento monetário. Tais fatores contribuíram positivamente com o book de juros locais do fundo, com posições aplicadas, na primeira metade do mês de setembro.
O otimismo do mercado foi revertido no fim do mês, após duros comentários de RCN quanto ao ritmo de cortes da taxa de juros e devido ao alerta quanto ao fiscal do país, pressão que a melhora do PIB pode ter na inflação, piora no crescimento chinês e aumento de juros nos EUA. O fundo capturou de forma positiva essa reversão, mudando para posições tomadas em juros locais, mas o fechamento abrupto da curva nos últimos dias do mês prejudicou a performance do book local como um todo.
Os dados indicando a resiliência da economia americana e a preocupação com a trajetória da dívida pública, apoiados pela divulgação do Sumário de Projeções Econômicas do Fed indicam a continuação do ciclo de aperto monetário dos EUA, o que teve impacto direto nas taxas de juros ao redor do globo. Além disso, a perspectiva de que a oferta global de petróleo continuará apertada, devido à redução da produção na Rússia e Arábia Saudita, fez o preço da commodity disparar, o que levantou suspeitas do mercado quanto à possível pressão inflacionária no mundo, afetando também os vértices mais longos das curvas de juros.
Dessa forma, o book de juros globais foi o principal promotor de performance do fundo, com posições tomadas, com destaque para Austrália, França, Canadá e Estados Unidos. Outro destaque foi a posição aplicada em juros na Polônia, que capturou o corte de 75 bps realizado pelo banco central polonês no início do mês.
Seguindo o mesmo ritmo do aumento de juros, porém na direção inversa, as bolsas ao redor do mundo registraram duras quedas, o que afetou negativamente as posições compradas em equities globais, mais especificamente países europeus, como a Alemanha, que atingiu a maior marca de seu título de 10 anos desde 2011.
A abertura da curva de juros americanos fortaleceu mais ainda a moeda americana, contribuindo para o desempenho negativo da nossa posição vendida em dólar contra o real, devido ao fortalecimento do índice DXY ao longo do mês.


Posicionamento
O fundo começa outubro com aumento incremental nas posições tomadas em juros no Brasil e compradas em dólar contra o real. O fundo segue comprado em equities ao redor do globo e tomado em juros offshore. No book de commodities, o fundo inicia o mês com net vendido, com destaque para agrícolas e metálicas.
Estratégia
O Zarathustra é composto pela combinação de dezenas de estratégias descorrelacionadas entre si rodando simultaneamente. O fundo funciona como um radar, que busca captar grandes movimentações nos mercados de câmbio, juros, equities e commodities em 40 países ao redor do planeta, buscando entregar alpha de forma consistente e descorrelacionada. Este é o principal fundo da gestora, com mais de uma década de história. Desde seu início, em 2012, o Zarathustra é considerado um dos fundos mais rentáveis da história da indústria de fundos multimercado do Brasil.
Retorno acumulado


