
Performance
Em outubro, o resultado do Zarathustra foi de 2,99%. Os principais ganhos vieram das posições long-short não direcionais em bolsa local, tomadas em juros locais e compradas em dólar contra uma cesta de moedas.
As principais detratoras de performance foram as posições long-short em equities nos Estados Unidos e vendidas em commodities energéticas.
Contexto
Nos EUA, a variação de 0,3% do núcleo do PCE (Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal) veio em linha com as expectativas do mercado e aponta um caminho positivo de controle inflacionário no país, que se aproxima da meta de inflação. O avanço do PIB do 3º trimestre em 2,8% (taxa anualizada) também reduziu o temor de recessão que assombrou o mercado no início de setembro.
A previsão do mercado é de continuidade no afrouxamento monetário do país, embora com uma redução no ritmo em comparação com a última reunião. O consenso aponta para um corte de 25 bps, em novembro. Esse movimento, somado ao aumento da probabilidade de Donald Trump vencer as eleições presidenciais dos EUA, pressionou a alta dos Treasuries e do dólar no período. As posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas foram beneficiadas por essa movimentação. Já o book de juros offshore foi afetado negativamente com posições aplicadas, mas com pouco efeito na performance do fundo, dado o baixo risco alocado.
No Brasil, o mercado mantém a desconfiança quanto à capacidade do governo de equilibrar as contas públicas, apesar das sinalizações de que um plano de contenção de gastos está em curso. Juntamente à influência externa, essa incerteza fiscal resultou na abertura da curva futura de juros, beneficiando o book local, que contava com posições tomadas. Além disso, as posições compradas em dólar contra o real também contribuíram para o desempenho positivo do fundo.
O destaque do mês ficou, mais uma vez, com as posições long-short não direcionais em single names na bolsa local. Os principais ganhos vieram de posições compradas em ações dos setores de varejo de moda, bebidas e logística, e vendidas em industrials. O book long-short offshore, no entanto, foi detrator de performance, especialmente em posições long em saúde e industrials.
Em Commodities, a performance foi negativa, devido às posições direcionais compradas em petróleo e vendidas em gás natural. Essas foram impactadas pela alta volatilidade sem um direcional claro ao longo do mês, resultado principalmente das tensões no Oriente Médio.
Posicionamento
O fundo começa novembro aumentando as posições tomadas em juros locais e segue aplicado no offshore. No book de FX, o fundo inicia o mês neutro, com destaque para posições vendidas em dólar contra rúpia indiana e compradas contra euro. O fundo segue vendido em commodities energéticas e, no book de equities, posições long-short não direcionais em bolsa local e equities offshore.
Gráficos de outubro


