
Performance
Em novembro, o resultado do Zarathustra foi de 0,26% (25% CDI). O book direcional de juros locais foi o principal promotor de performance, com posições aplicadas nos vértices curtos da curva a termo.
O maior detrator do período foi o book local de equities long short, com destaque negativo para shorts em Tech e Utilities. O book de FX também foi detrator, com posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas.
Contexto
Sob um contexto global, novembro foi marcado por incerteza e volatilidade, decorrentes do gap temporal na divulgação de dados econômicos nos EUA, causada pelo shutdown federal. Embora o impasse tenha sido resolvido ao longo do mês, o calendário de indicadores importantes permaneceu desordenado, dificultando a avaliação da atividade com maior precisão. Porém, considerando as métricas disponíveis, como o Core PCE, sinalizam que a inflação está em uma trajetória compatível com a continuidade do ciclo de cortes de juros pelo Fed nos próximos meses. A divisão interna do FOMC a respeito do ritmo da flexibilização monetária, entre outros fatores, adicionou volatilidade nos ativos de risco.
Neste ambiente de expectativas mistas, o book direcional de juros offshore fechou o mês com um resultado levemente negativo, com destaque para posições relativas em juros US e Canadá. O book de FX também figurou como fator detrator da performance, devido a posições compradas em dólar contra uma cesta moedas, que sofreram reversão no período. Já o book de commodities apresentou contribuição neutra, dada o baixo risco alocado em resposta à forte volatilidade sem direcional.
No Brasil, a economia se manteve em uma trajetória de moderação gradual, evidenciada pelo arrefecimento do consumo e pela queda na utilização da capacidade instalada da indústria. A Selic ainda em 15% tem impacto na valorização do real frente ao dólar, além de contribuir com a aproximação das expectativas de inflação para a meta em um horizonte relevante. Apesar do Bacen manter comunicação cautelosa, reforçando a necessidade de persistência da política restritiva, os mercados já precificam um ciclo de queda gradual da Selic a partir do primeiro trimestre de 2026. A perspectiva de avanço no debate sobre a sucessão presidencial, com a aproximação da definição das candidaturas de oposição, adicionou um potencial de valorização aos ativos de risco locais. Nesse contexto, o book direcional de juros locais foi o principal promotor de performance, com posições aplicadas nos vértices curtos da curva a termo, alinhadas à expectativa de alívio monetário.
Por fim, o book local de equities long-short foi o maior detrator do mês. As maiores perdas vieram das posições short em Tecnologia, Utilities e Saúde, setores que demonstraram resiliência ou reagiram positivamente à sinalização de um ciclo de corte de juros à frente. Em contrapartida, as posições long em Consumo Discricionário e Bens Essenciais conseguiram mitigar parte do impacto, mas não foram suficientes para neutralizar o resultado adverso dos shorts.
Posicionamento
O fundo começa dezembro aplicado em juros locais e viés tomado no offshore, com destaque para US. O fundo inicia o mês short commodities energéticas, long em agrícolas e short agropecuárias. No book de FX, baixo risco alocado, porém viés vendido em dólar contra uma cesta de moedas. No book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local.
Gráficos


