
Performance
Em novembro, o resultado do Zarathustra foi de 2,20% (278% CDI). Os principais ganhos vieram das posições direcionais tomadas em juros locais e do book de moedas, com posições compradas em dólar contra o real e uma cesta de moedas, com destaque para Europa.
As principais detratoras de performance foram as posições long-short não direcionais em equities locais e offshore.
Contexto
Sob um contexto global, as eleições nos EUA foram o principal ponto de atenção do mês de novembro. A vitória de Donald Trump, junto à consolidação republicana no Senado e na Câmara, trouxe impactos diretos aos mercados globais.
Mesmo em um cenário de aparente desaceleração da inflação no país, iniciativas republicanas consideradas expansionistas, pressionaram a alta dos Tresuries, de forma geral, e a valorização do dólar. Após o corte de 25 bps pelo Federal Reserve (Fed), o discurso de Jerome Powell, apesar de cauteloso, reforçou a expectativa de continuidade no ciclo de afrouxamento monetário, mas em ritmo moderado.
Dessa forma, as posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas foram promotoras de performance no mês. O book de juros offshore teve baixo risco alocado, porém capturou a abertura da curva de juros americana com posições tomadas. Destaque também para o alpha gerado com posições aplicadas na Suíça, resultado da queda dos juros futuros do país devido à desaceleração da inflação pelo terceiro mês seguido.
No Brasil, além dos fatores externos, dados de atividade acima do esperado afastam o país da meta de inflação (inflação de serviços acelerando e menor taxa de desemprego de toda série histórica da PNAD Contínua). A tendência de abertura da curva de juros futuros se manteve, em novembro, e foi potencializada após a divulgação do pacote fiscal do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerado insuficiente pelo mercado, além da frustração com o anúncio da proposta de isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil. Nesse contexto, as posições tomadas em juros locais e compradas em dólar contra o real foram as principais promotoras de performance no período.
O book de equities long-short onshore foi detrator, em novembro. As posições compradas em setores cíclicos, como consumo discricionário e construção civil, foram impactadas negativamente, no período. No entanto, posições vendidas em setores de energia e commodities contribuíram positivamente. Setores mais defensivos, como utilidades e infraestrutura, tiveram um impacto neutro, enquanto industrials demonstrou resultados heterogêneos, com oportunidades pontuais capturadas em posições vendidas.
Em Commodities, a performance foi neutra, com posições direcionais em petróleo e gás natural. Essas foram impactadas pela alta volatilidade sem um direcional claro ao longo do mês, decorrente de tensões geopolíticas, condições climáticas e restrições de ofertas.
Posicionamento
O fundo começa dezembro com posições tomadas em juros locais e segue aplicado no offshore, com destaque para Suíça. No book de FX, o fundo inicia o mês com baixo risco alocado e viés comprado em dólar contra o real e uma cesta de moedas. O fundo segue vendido em commodities energéticas e, no book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local e equities offshore.
Gráficos de novembro


