
Performance
Em novembro, o resultado do Zarathustra foi de -1,76%. Os principais ganhos vieram das posições vendidas em dólar contra real, compradas em bolsa local e vendidas em gás natural.
As principais detratoras de performance foram as posições tomadas em juros offshore, com destaque para desenvolvidos e europeus, compradas em dólar contra uma cesta de moedas e compradas em petróleo.
Contexto
No Brasil, com exceção de um impacto positivo na bolsa devido ao maior rally de bonds dos últimos 40 anos, gerado pelo fechamento da curva futura de juros nos EUA, o tom não mudou muito em relação à última carta referente ao mês de outubro.
A incerteza do mercado quanto à trajetória das contas públicas se mantém, dado que mesmo com o avanço do texto da Reforma Tributária nas duas Casas, ainda há dúvidas em relação à capacidade de cumprimento das metas de resultado primário em 2024. A projeção para o país continua apontando o crescimento e a percepção do mercado quanto à eficiência do caminho desinflacionário resultou no fechamento da curva de juros brasileira. O fundo iniciou o mês com viés tomado em juros locais e mudou a posição para aplicado, seguindo o direcional de fechamento da curva. Apesar da inversão durante o mês, o book de juros locais teve performance neutra.
Nos EUA, o mês de novembro refletiu o aparente fim das altas de juros, com payroll abaixo das expectativas, CPI (índice de preços ao consumidor americano) estável e discursos mais dovish de Powell, presidente do Federal Reserve, e de outros membros do FOMC. O mercado de trabalho americano, que desde o pós-pandemia tem se mostrado extremamente apertado, começa a dar sinais de desaquecimento. A surpresa negativa no Jobs Report de outubro tira pressão sobre componentes do núcleo da inflação que vem sendo diligentemente observados pelo FED. Dessa forma, os juros futuros americanos fecharam, abrindo caminho para a valorização das bolsas ao redor do globo, bem como o enfraquecimento da moeda americana. As posições vendidas em dólar contra real e compradas em bolsa local e equities offshore foram beneficiadas por essa movimentação.
Contudo, o book de juros offshore foi afetado negativamente, sendo o principal detrator de performance do fundo, uma vez que estava tomado em países desenvolvidos, com destaque para Australia, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e França. No período, as posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas também foram detratoras. O desaquecimento da atividade chinesa, redução da tensão global no que tange ao contexto do conflito entre Israel e Hamas, além da alta dos estoques de petróleo, influenciaram a queda do preço da commodity. As posições compradas em petróleo foram as principais responsáveis pelo resultado negativo do book.


Posicionamento
O fundo começa dezembro com posições aplicadas em juros locais, vendidas em dólar contra o real e compradas em bolsa local e equities ao redor do mundo. O fundo inicia o mês com viés tomado em juros offshore, porém com redução do risco, bem como em commodities, com destaque para petróleo.
Estratégia
O Zarathustra é composto pela combinação de dezenas de estratégias descorrelacionadas entre si rodando simultaneamente. O fundo funciona como um radar, que busca captar grandes movimentações nos mercados de câmbio, juros, equities e commodities em 40 países ao redor do planeta, buscando entregar alpha de forma consistente e descorrelacionada. Este é o principal fundo da gestora, com mais de uma década de história. Desde seu início, em 2012, o Zarathustra é considerado um dos fundos mais rentáveis da história da indústria de fundos multimercado do Brasil.
Retorno acumulado
