
Performance
Em junho, o resultado do Zarathustra foi de 0,34% (31% CDI). Os principais ganhos vieram do book local de equities long short e de posições relativas em commodities energéticas.
O book direcional de juros offshore foi o principal detrator de performance do período com posições relativas em US e Suíça e posições compradas em dólar contra uma cesta de moedas.
Contexto
Em junho, o cenário externo apresentou melhora, à medida que os mercados assimilaram os choques tarifários, avançaram negociações e indicadores seguiram apontando um ambiente com menor aversão a risco.
Nos EUA, o PIB anualizado desacelerou, enquanto a inflação se manteve moderada, mesmo diante das pressões das tarifas. Em paralelo, o recuo dos pedidos de seguro-desemprego aponta para um desaquecimento gradual do mercado de trabalho. As tarifas comerciais, estabilizadas para a maioria dos parceiros, já estão, em boa parte, refletidas nas curvas futuras. E, diante desse quadro de inflação moderada e atividade em queda, é esperado pelo mercado cortes de juros ainda esse ano. Outros bancos centrais relevantes já operam a caminho do nível neutro de juros. Esses fatores, somados à depreciação do dólar, reforçam o ambiente mais propenso a risco, mesmo com as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Nesse sentido, as posições relativas em commodities energéticas foram promotoras de performance. O book direcional de juros offshore foi o principal detrator com posições relativas em US e Suíça, que sofreram reversões pontuais no início do mês. Já o book de FX teve performance levemente negativa com posições compradas em dólar contra uma cesta.
No Brasil, a Selic chegou ao patamar de 15% a.a. e a expectativa, segundo o Copom, é que a taxa se mantenha nesse nível por período prolongado, uma vez que temos um recuo pouco significativo da inflação e a necessidade de ancoragem das expectativas. O contexto externo citado e níveis elevados de juros pesaram a favor da valorização do real frente ao dólar. Os modelos direcionais de juros locais seguiram com risco reduzido durante o período, devido às reversões do mês anterior, tendo performance levemente positiva com posições tomadas.
O book de equities long-short local foi o principal promotor de performance em junho, com posições compradas em setores como Consumo Discricionário, Saúde e Imobiliário, que se beneficiaram do ambiente de maior apetite por risco. Por outro lado, posições short em Energia e Tecnologia tiveram impacto negativo no book.
Já o book de equities long-short US foi detrator, pressionado por posições compradas em Real Estate e shorts em Tech e Energia. Posições relativas em Industrials e short em Utilities foram promotoras de performance.
Posicionamento
O fundo começa julho tomado em juros locais e posições relativas no offshore, com destaque para posições tomadas nos EUA e aplicadas na Suíça. No book de FX, o fundo segue com risco reduzido pela falta de direcional nessa classe de ativo, com viés comprado em dólar. O fundo inicia o mês comprado em commodities energéticas e, no book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local e equities offshore.
Gráficos


