
Performance
Em julho, o resultado do Zarathustra foi de 1,93% (151% CDI). Os principais ganhos vieram do book local de equities market neutral, do book direcional de juros offshore com posições tomadas em US, além dos books de commodities e FX com posições compradas em energéticas e dólar contra uma cesta de moedas, respectivamente.
O book de equities long short offshore foi o principal detrator de performance do período, além do book direcional de juros locais com reversões durante o período.
Contexto
Sob o contexto global, o mês de julho seguiu com foco central nas tratativas comerciais dos EUA, que firmaram acordos com parceiros da Europa e Ásia, reduzindo o risco de retaliações imediatas. No segundo trimestre, o PIB americano cresceu, e revisões recentes do mercado de trabalho apontaram desaceleração significativa na criação de vagas, com a tendência mostrando queda nos próximos meses. A inflação seguiu pressionada, com bens impactados pelos repasses tarifários e serviços mostrando resistência. O Fed manteve os juros em 4,25%–4,50%, com dois votos favoráveis a corte, fazendo crescer a expectativa de início do ciclo afrouxamento ainda esse ano, porém com cautela. Na Europa, o crescimento perdeu fôlego, mas a inflação permanece próxima à meta.
Os modelos direcionais globais tiveram impacto positivo com posições tomadas em juros nos EUA, compradas em dólar contra uma cesta e long commodities energéticas, enquanto demais exposições offshore tiveram efeito neutro, dado o baixo risco alocado.
No Brasil, a economia manteve o ritmo de desaceleração, com dados de varejo, indústria e serviços sinalizando perda de fôlego e confiança empresarial em retração. O aumento das tarifas aplicadas pelos EUA, apesar de ter chegado a 50%, veio acompanhado de isenções relevantes, o que mitigou o impacto inicial sobre as exportações. O mercado de trabalho segue aquecido, porém a inflação apresentou trajetória favorável, auxiliada pela estabilidade cambial, mas as expectativas para os próximos anos continuam desancoradas. A política monetária segue em campo restritivo, com Selic em 15% e sem sinais de cortes no curto prazo. Nesse cenário, o book direcional de juros locais foi prejudicado por reversões ao longo de toda a curva a termo, sendo detrator de performance no período.
O book local de Equities Market Neutral foi o principal promotor de performance do mês, com destaque para as posições vendidas em Industrials, Tecnologia e Energia, que se beneficiaram da piora nas expectativas para a atividade e margens setoriais. As posições compradas em Consumo Discricionário, Bancos e Real Estate foram detratoras, refletindo a sensibilidade desses segmentos ao ambiente de juros elevados e aversão a risco.
O book de Equities Market Neutral offshore foi o maior detrator de performance no mês, mesmo em um contexto de bom desempenho geral dos mercados. As posições compradas em setores como Tecnologia, Utilities e Energia foram as principais geradoras de alpha no book, mas não suficiente para sustentar o book como um todo. Os shorts em Industrials, Financials, Consumo Discricionário pesaram negativamente na performance, bem como posições long Health Care.
Posicionamento
O fundo começou agosto tomado em juros locais, mas reverteu para aplicado nas primeiras semanas, porém segue com viés tomado no offshore, destaque para EUA e Canadá. No book de FX, viés comprado em dólar. O fundo segue comprado em commodities energéticas e, no book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local e equities offshore.
Gráficos


