
Performance
Em agosto, o resultado do Zarathustra foi de –2,64%. Os principais ganhos vieram das posições vendidas em dólar contra uma cesta de moedas.
O book local de equities long short foi o principal detrator de performance do período, juntamente com os books direcionais de juros locais e offhore, com posições tomadas em Brasil e US.
Contexto
Nos EUA, o Fed manteve o discurso data dependent, admitindo a possibilidade de cortes a partir de setembro, mas em ritmo condicionado ao equilíbrio entre dados de inflação e mercado de trabalho. Na Europa, os indicadores de atividade seguiram moderados e a inflação permaneceu próxima à meta. Nesse contexto, os mercados reavaliaram a trajetória de juros, com expectativa de cortes mais próximos no tempo, mesmo que limitados, resultando em um dólar mais fraco e maior apetite a risco pelo mercado. O destaque positivo do período ficou para o book direcional de FX, com ganhos em posições vendidas em dólar contra uma cesta de moedas. Já os modelos direcionais de juros offshore foram detratores de performance, destaque para EUA com posições tomadas.
No Brasil, as exportações para os EUA desaceleraram com a entrada em vigor das tarifas, apesar das exceções que mitigaram parte do choque. O mercado de trabalho segue apertado, mas já mostra sinais de moderação, após a queda na geração líquida de empregos em julho. O IPCA-15 retraiu 0,14%, ainda que as expectativas permaneçam acima do teto da meta. O Banco Central reforçou a necessidade de manter a Selic em 15%, preservando a política em terreno restritivo por tempo prolongado, adiando a perspectiva de início do ciclo de afrouxamento ainda em 2025. Dessa forma, com sinais mistos e ruídos externos, o book direcional de juros locais foi detrator de performance, devido às reversões na curva a termo, principalmente com posições tomadas no início do mês.
O book local de equities long-short foi o principal detrator do período. Os ganhos em posições compradas em Saúde, Financials e consumo básico, favorecidos pela melhora na percepção de inflação e pelo alívio na curva futura de juros, não compensaram as perdas nos shorts em Energia, Real Estate e Industrials, que subiram com o rali do período, tornando os shorts a principal fonte de detração em agosto.
O book de equities long-short US também foi detractor, porém em menor escala. Os ganhos ficaram concentrados em longs nos setores de Educação, Real Estate e Consumo Discricionário, mas foram superados por perdas nas posições vendidas em Tech, Industrials e Financials, reflexo do contexto citado, com as bolsas renovando máximas ao longo de agosto, e Tech puxando o rali, o que naturalmente penalizou o short book.
Posicionamento
O fundo começa setembro aplicado em juros locais e viés tomado no offshore, com destaque para EUA e UK. No book de FX, viés vendido em dólar, destaque para peso mexicano. O fundo inicia o mês vendido em commodities energéticas e, no book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local e equities offshore.
Gráficos


