
Performance
Em abril, o resultado do Zarathustra foi de –1,74%. Os principais ganhos vieram das posições aplicadas em juros de desenvolvidos, com destaque para Suíça, e vendidas em dólar contra emergentes.
As principais detratoras de performance foram as posições direcionais tomadas em juros locais, no início do mês, bem como as posições compradas em dólar contra desenvolvidos e em commodities energéticas.
Contexto
No período, o cenário global foi dominado pelo choque comercial de 2 de abril (“Liberation Day”) que elevou a tarifa média sobre importações dos EUA; embora o mercado de trabalho americano ainda apresente resiliência, há sinais crescentes de redução do ritmo econômico do país, especialmente à medida que empresas reduzem estoques e adiam investimentos diante da incerteza prolongada. O Fed, manteve a taxa em 4,25–4,50% enquanto aguarda evidências de uma desaceleração mais forte.
Globalmente, houve uma onda de retaliações dos principais parceiros comerciais dos EUA, levando as projeções de PIB mundial a recuarem para o ano de 2025. Na Europa, entretanto, a valorização do euro (+8% desde jan/25) e a queda de 20% nos preços do petróleo reforçaram um viés desinflacionário que sustentou a perspectiva de cortes de juros pelo BCE.
O book direcional de juros offshore teve performance positiva na Europa, gerando alpha com o fechamento da curva com posições aplicadas – destaque para Suíça –, e negativa nos EUA, devido ao cenário de alta volatilidade com constantes reversões, no período. O book de FX, apesar dos ganhos com posições vendidas em dólar contra emergentes, foi o segundo maior detrator de performance com posições compradas em dólar contra desenvolvidos. As posições direcionais compradas em commodities energéticas também foram detratoras, no período.
No Brasil, a atividade econômica segue forte, sem apresentar sinais claros de enfraquecimento. Ainda seguimos com um mercado de trabalho aquecido e inflação acima do teto da meta, mesmo com a desaceleração em relação ao mês de março. O governo segue sua agenda expansionista, porém os acontecimentos externos, como a guerra tarifária, tiveram maior peso no aumento da volatilidade na curva futura de juros. O book direcional de juros locais, que contava com posições tomadas, foi o principal detrator do período devido à reversão, no início do mês, que pressionou o fechamento da curva.
O book local de equities long short foi detrator de performance, sendo as posições vendidas nos setores Energético, Imobiliário, Industrials e Bens de Consumo respondendo pela maior parte do resultado negativo. Os motivos variam entre impactos da inflação elevada e resiliência no poder de compra, além de anúncios de ciclos de investimentos no longo prazo.
O book de equities nos EUA teve performance neutra, no período, com destaque positivo para posições short em Consumo Discricionário, Energia e Real Estate, em resposta ao deslocamento de capital para setores mais estáveis motivado por dados econômicos, de confiança do consumidor e tensões comerciais.
Posicionamento
O fundo começa maio aplicado em juros locais e posições relativas no offshore, porém com baixo risco alocado nos books. No book de FX, o fundo inicia o mês com risco reduzido, com viés vendido em dólar. O fundo inicia o mês neutro em commodities, no book de equities, posições long-short não direcionais na bolsa local e equities offshore.
Gráficos


